A história
Tudo começou em 1863, quando Gerard Adriaan Heineken, um jovem de 22 anos, comprou a cervejaria De Hoolberg, a maior da cidade de Amsterdã, fundada no século 16. O negócio foi se fortalecendo e Heineken foi abrindo novas cervejarias em Amsterdã e em Roterdã. Em busca de ingredientes de qualidade e das tecnologias mais recentes para preparação da cerveja percorreu a Europa. Na Alemanha logo identificou uma revolução nos métodos de produção. Percebeu, a importância da mudança de alta fermentação para baixa fermentação da cerveja e levou essa nova tecnologia para Amsterdã. A baixa fermentação trouxe à sua cerveja uma melhoria da qualidade muito grande em relação às demais cervejas da época. Heineken contratou em 1869 o alemão, Wilhelm Feltman, como responsável pela fermentação de sua cerveja. Outras inovações envolveram o desenvolvimento de novas receitas. Então, em 1886, um Dr. Elion, ex-estudante da escola de Louis Pasteur, desenvolveu a famosa “Heineken levedura A” que ainda dá à cerveja seu sabor inigualável. As vendas na Europa aumentaram continuamente nas duas décadas seguintes. Em 1914, Henry Pierre Heineken, filho do fundador da cervejaria, assumiu o controle da empresa, ficando no cargo até 1940, expandindo os negócios por toda a Europa, Estados Unidos e Ásia. Em 1912 com a proximidade do século XIX cresceu a competitividade com outras cervejarias. Para competir com Amstel, Oranujeboom, Vam Vollenhoven e muitas outras cervejarias alemãs, a marca decidiu reduzir ligeiramente o preço de venda e fez investimentos substanciais no posicionamento da cerveja para o mercado local. No início da década de 30, a cervejaria fez sua primeira tentativa de ingressar no mercado asiático, inaugurando a primeira cervejaria estrangeira do grupo em 1931 na Indonésia.
No mercado norte-americano a HEINEKEN teve impacto quase instantâneo. Foi a primeira cervejaria estrangeira a exportar seu produto para os Estados Unidos depois da suspensão da Lei Seca em 1933. Os americanos estavam acostumados com as cervejas domésticas que se aproximavam das cervejas européias e gostaram da herança da HEINEKEN Pilsner. Seu preço mais alto e a qualidade funcionaram como um atrativo e rapidamente fizeram dela a cerveja importada favorita dos americanos. Por outro lado, a marca lutou para entrar no mercado britânico, onde as tradicionais cervejas e bitters ainda eram mais populares que as leves e claras continentais. O sistema de “casa amarrada” que vinculava os pubs a marcas específicas, assim como um imposto que penalizava os tipos mais fortes de cerveja, pioraram a situação da tradicional pilsner, que passou a ter mais dificuldade para concorrer no mercado. Em 1951, a Heineken introduziu uma cerveja especialmente adaptada – mais fraca – para o mercado do Reino Unido. Essa iniciativa era radicalmente contra a orientação da HEINEKEN, que sempre insistiu que seu sabor único não deveria ser alterado para agradar ao gosto local. Apesar dessa alteração, as vendas no Reino Unido permaneceram decepcionantes até a década de 1970, quando a cerveja clara ganhou mais aceitação. Na década de 60 inicia a era dos investimentos e aquisições de pequenas cervejarias e marcas. Nas décadas seguintes o grupo cresce em uma velocidade espantosa, expandindo-se pelo mundo inteiro, construindo fábricas, fixando-se em mercados, até então dominados por cervejas locais e transformando-se numa das maiores cervejarias do mundo. A HEINEKEN decidiu introduzir somente em 1992, sua cerveja no mercado alemão. A seguir, contratos de licenciamento fizeram o volume de exportação aumentar. No Brasil desde 1990, a cerveja HEINEKEN é produzida pela FEMSA Cerveja Brasil sob licença e supervisão da Heineken Brouwerijen B.V. de Amsterdã. A cerveja é 100% natural, única no Brasil sem conservantes, produzida com levedura tipo A, exclusividade HEINEKEN, 100% Malte e Lúpulo especial. O processo de fabricação conta com cuidados totalmente diferenciados, o que lhe confere um sabor refinado, marcante, consistente e premiado internacionalmente.


Renato Quaglio